quarta-feira, 29 de junho de 2016

a Replant.con tambem palestra...


       A empresa Replant.con foi convidada para dar quatro Palestras, este mês de Junho-2016, sobre Meio Ambiente, onde a bióloga Cristiane apresentou o  Tema: 

“ Meio Ambiente: causas, efeitos, consequências e 
                                alternativas para minimizar riscos à natureza “.                                                                            
 em duas Comunidades Quilombolas
 e duas na Escola Família Agrícola do Território 
da Chapada Diamantina. 
  

Curiosidades sobre plantas...flores...

Planta invasoras é aquela com potencial de modificar sistemas naturais e provenientes de fora da flora original local. A grande quantidade e variedade destas plantas podem causar desequilíbrio no ecossistema por apresentar uma rápida proliferação e adaptação ao novo ambiente imposta. Em casos extremos chegam a provocar a extinção de espécies animais e vegetais nativos da região aonde elas invadem.
               Muitas plantas introduzidas no Brasil já tomaram seus lugares desde a época da colonização. Diante a aceitação do povo brasileiro ao consumo destas, principalmente os comestíveis, já são “confundidas” como nativas do País. Dentre elas pode-se destacar: a mangueira, a jaqueira, o coco-da-Bahia e o dendezeiro. Muitas outras são também usadas para diferentes formas.
               Considerando as ornamentais exóticas, o controle das mesmas deve ser igualmente ponderado, pois chamam atenção pelas flores vistosas, coloridas e duráveis. Aquele jardim bem cuidado, uma coleção de rosas, etc. são legais !!! e melhor ainda quando presentemos alguém..... Outras plantas são mais utilizadas no paisagismo, principalmente, pelas suas folhagens. Abaixo segue fotos de algumas plantas exóticas ornamental.
            
         

   Cristiane F. Azevedo-Gonçalves

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Unidades de Conservação - UCs



Denomina-se UCs - às áreas naturais passíveis de proteção por suas características especiais, de acordo com o SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza - Lei n. 9.985 de 18 de julho de 2000.

Estas são espaços territoriais e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público.

AS UCs tem como objetivos de conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção da lei - art. 1º, I.

No Brasil, " Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e

essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-

lo para as presentes e futuras gerações." - este direito fundamental é garantido aos cidadãos pela Constituição

Federal de 1988 no art. 225.

É preciso que haja instrumento para que a Constituição se concretize, apenas reconhecer o direito não é suficiente. Assim a Constituição impõe ao Poder Público o dever de "definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção". Este comando foi atendido, enfim, com a promulgação da Lei n. 9.985, de 18 de julho de 2000 e do Decreto n. 4.340, de 22 de agosto de 2002, que cria e regula o SNUC.

Sendo a proteção do meio ambiente uma competência que concorre a todas as esferas do Poder Público, à iniciativa privada e toda sociedade civil, coube ao SNUC disponibilizar a estes entes os mecanismos legais para a criação e a gestão de UCs, possibilitando assim, o desenvolvimento de estratégias conjuntas para as áreas naturais a serem preservadas e a potencialização da relação entre o Estado, os cidadãos e o meio ambiente.


   

domingo, 3 de abril de 2016

Aspectos correlacionados ao licenciamento


A.      Supressão de vegetação nativa
Qualquer atividade que envolva a supressão de vegetação nativa depende de autorização, seja qual for o tipo da vegetação (mata atlântica, cerrado e outras) e o estágio de desenvolvimento (inicial, médio, avançado ou clímax). Mesmo uma simples retirada da vegetação do sub-bosque da floresta ou a exploração florestal sob regime de manejo sustentável, para retirada seletiva de exemplares comerciais (palmito, cipós, espécies ornamentais, espécies medicinais, toras de madeira,...) não podem ser realizados sem o amparo da autorização para supressão.
B.        Averbação de reserva legal
Registrar em cartório a área de reserva. Os documentos devem ser adequados às exigências.

Intervenção em áreas de preservação permanente

Área de preservação permanente é a área protegida nos termos dos artigos 4º, 5º e 6.º da Lei Federal nº 12.651/12, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem estar das populações humanas.  São aquelas situadas fora de fisionomia vegetais nativas sejam florestais ou de Cerrado. O procedimento para corte destes exemplares nativos isolados está previsto na Resolução SMA 84 de 2013 e na Decisão de Diretoria 287/2013/V/C/I.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

   Licenças Ambientais:

Definindo -  É o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental autoriza a 

localização,instalação, ampliação e operação de empreendimentos e  atividades que usam 

recursos ambientais,poluem ou podem causar poluição ou qualquer tipo de degradação 

ambiental.
     
     Ha vários tipos de licenças ambientais, sendo elas: Prévia, de Instalação, de Operação, 

pode ser Dispensa de Licença, Parecer Técnico, etc. Dependendo do tipo de licenciamento 

ambiental obrigatório vai depender do estabelecimento e da fase em que se encontra o 

projeto ou a obra.

     É imprescindível estar em dia com as licenças ambientais, muitas empresas

ainda não possuem licenças ambientais, podendo apresentar sérios problemas judiciais.

       É importante também ficar atento em como obter as licenças, renová-las  quando for 

ocasião.

       Não basta tirar a licença e não cumprir o que a lei determina, já que o não 

atendimento às normas técnicas da licença também é passível de multa.

                                                            Cristiane F. Azevedo-Gonçalves


terça-feira, 22 de março de 2016

Projeto de pesquisa pioneiro ...com a Batata da Serra

              Em 2010 foi feito um estudo de Densidade Populacional, numero de estruturas reprodutivas e observações  ecológicas em Batata-da-serra  (IPOMOEA SP. NOV.) - atualmente Ipomea serrana, onde o Icmbio contratou um consultor (Bióloga,Botânica - Cristiane F. Azevedo-Gonçalves), da empresa Replant.con para acompanhar os trabalhos. 
        O financiamento do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) ajudou a concretização da pesquisa, que foi apresentada em um seminário em Brasília, na sede do Icmbio. 
         Os resultados ajudaram a determinar o padrão de crescimento da espécie, que era utilizada pelos garimpeiros como alimento.   
          Atualmente ha dois trabalhos em andamento de doutorado com esta espécie, muito utilizada como alimento e endêmica da Chapada Diamantina, Ba.                                                                                                                                                                             Cristiane F. Azevedo-Gonçalves


domingo, 20 de março de 2016

Pesquisa avançada no Vale do Pati para consultor com samambaias invasoras



             
              Um dos grandes problemas ambientais atuais é a disseminação de espécies invasoras, que ocupam o lugar de outras espécies e acabam por descaracterizar os ambientes. 
          Em geral, as espécies que agem como invasoras são exóticas, ou seja, não ocorrem naturalmente nas áreas que invadem. Há casos, porém, em que espécies que já ocorriam em uma dada área tornam-se invasoras dos ambientes vizinhos àqueles em que ocorriam. 
          No Vale do Pati, dentro dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), um conjunto de espécies de samambaias, da família botânica Gleicheniaceae, tomou conta de extensas áreas e começou a invadir e destruir áreas de floresta. O problema foi constatado em trabalhos de campo que estavam estudando os hábitos dos moradores locais. Eles mesmos indicaram que as “samambaias-de-caniço”, como são conhecidas as espécies, estavam se tornando uma praga. 
         Com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que patrocinou os estudos, um grupo de pesquisadores, incluindo a bióloga-botânica e empresária Cristiane Freitas Azevedo-Gonçalves da REPLANT.CON, avaliou a situação destas plantas e constatou que elas reduzem a diversidade nas áreas onde ocorrem. 
     Também foram avaliados tratamentos para seu controle, tendo sido demonstrado que os procedimentos mais eficientes são aqueles onde há remoção total das samambaias em áreas ainda sombreadas pela vegetação arbórea. 
          Estes resultados deram diretrizes que deverão ser utilizadas para tentar resolver este problema e controlar estas plantas, que já ocupam mais de 400 hectares no Pati.                               
                                         
                                    Cristiane F. Azevedo-Gonçalves

sábado, 5 de março de 2016

Consultoria socioambiental em comunidades de quilombolas na Chapada Diamantina

           Cadastramento e Levantamento Etnobotânico de comunidades fizeram parte de um trabalho de consultoria socioambiental realizado por uma das sócias da Replant.con. O estudo foi financiado pelo PNUD (Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e coordenado pelo ICMBio e abrangeu em áreas de comunidades tradicionais (com características de quilombolas) no Município de Andaraí, Chapada Diamantina. 
    
      Os levantamentos foram feitas em três comunidades (Garapa, Germano e Roncador), que estão inseridas no Parque Nacional da Chapada Diamantina.  
   
      A Etnobotânica foi enfocada, principalmente, nas mulheres, pois são elas que, normalmente, costumam a cuidar da roça, do jardim e da alimentação da família. 

     Uma das áreas da comunidade recebeu a presença do Jornalista José Raimundo, da Rede Globo, na apresentação de um Globo Repórter, tendo sido abordado o problema das comunidades residentes no Parque Nacional.  

     Um artigo científico sobre o tema está em fase de elaboração para publicação.  
                                        
                                                                                                         Cristiane F. Azevedo-Gonçalves
                                           (Bióloga-Botânica)                                                    

sexta-feira, 4 de março de 2016

Espécie invasiva na Chapada Diamantina

           

ReSUMO de um trabalho de consultoria ambiental finANCIADO PELO pnud (Programa das nações unidas para o desenvolvimento) E icmbIO (Instituto Chico mendes de conservação da biodiversidade).


 REGISTRO DA OCORRÊNCIA DE 

HYPOCHAERIS CHILLENSIS (ASTERACEAE) 

E UMA ANÁLISE DO POTENCIAL INVASIVO DA 

ESPÉCIE NA CHAPADA DIAMANTINA, BAHIA



O presente trabalho identifica a presença de Hypochaeris chillensis na região da Chapada Diamantina – Estado da Bahia (Brasil), sendo o primeiro registro desta espécie para este Estado. Utilizando os dados desta coleta e informações sobre a ocorrência e a distribuição de H. chillensis na América do Sul, foi construído um modelo de distribuição desta espécie, utilizando o programa Maxent. O modelo apresentou área sob a curva (Area under the Receiver-Operator Curve – AUC) = 0,965 e adequabilidade (suitability) = 0,221. Para a região da Chapada Diamantina, incluindo o Parque Nacional homônimo, os valores de adequabilidade variaram de 0,24 a 0,37. Os resultados ampliam a distribuição conhecida da espécie no Brasil em cerca de 580 km ao norte dos registros anteriores. A adequabilidade ambiental encontrada mostra que H. chillensis tem potencial para agir como espécie invasora na região, embora a área do Parque Nacional da Chapada Diamantina fique em uma posição geográfica que não favorece a dispersão de suas sementes anemocóricas e possua solos litólicos que não são favoráveis à sua ocorrência.

Cristiane F. Azevêdo-Gonçalves
(Biológa - Botanica)