domingo, 20 de março de 2016

Pesquisa avançada no Vale do Pati para consultor com samambaias invasoras



             
              Um dos grandes problemas ambientais atuais é a disseminação de espécies invasoras, que ocupam o lugar de outras espécies e acabam por descaracterizar os ambientes. 
          Em geral, as espécies que agem como invasoras são exóticas, ou seja, não ocorrem naturalmente nas áreas que invadem. Há casos, porém, em que espécies que já ocorriam em uma dada área tornam-se invasoras dos ambientes vizinhos àqueles em que ocorriam. 
          No Vale do Pati, dentro dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), um conjunto de espécies de samambaias, da família botânica Gleicheniaceae, tomou conta de extensas áreas e começou a invadir e destruir áreas de floresta. O problema foi constatado em trabalhos de campo que estavam estudando os hábitos dos moradores locais. Eles mesmos indicaram que as “samambaias-de-caniço”, como são conhecidas as espécies, estavam se tornando uma praga. 
         Com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que patrocinou os estudos, um grupo de pesquisadores, incluindo a bióloga-botânica e empresária Cristiane Freitas Azevedo-Gonçalves da REPLANT.CON, avaliou a situação destas plantas e constatou que elas reduzem a diversidade nas áreas onde ocorrem. 
     Também foram avaliados tratamentos para seu controle, tendo sido demonstrado que os procedimentos mais eficientes são aqueles onde há remoção total das samambaias em áreas ainda sombreadas pela vegetação arbórea. 
          Estes resultados deram diretrizes que deverão ser utilizadas para tentar resolver este problema e controlar estas plantas, que já ocupam mais de 400 hectares no Pati.                               
                                         
                                    Cristiane F. Azevedo-Gonçalves

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