Um dos grandes problemas ambientais atuais é a disseminação
de espécies invasoras, que ocupam o lugar de outras espécies e acabam por
descaracterizar os ambientes.
Em geral, as espécies que agem como invasoras são
exóticas, ou seja, não ocorrem naturalmente nas áreas que invadem. Há casos,
porém, em que espécies que já ocorriam em uma dada área tornam-se invasoras dos
ambientes vizinhos àqueles em que ocorriam.
No Vale do Pati, dentro dos limites
do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), um conjunto de espécies de
samambaias, da família botânica Gleicheniaceae, tomou conta de extensas áreas e
começou a invadir e destruir áreas de floresta. O problema foi constatado em
trabalhos de campo que estavam estudando os hábitos dos moradores locais. Eles
mesmos indicaram que as “samambaias-de-caniço”, como são conhecidas as
espécies, estavam se tornando uma praga.
Com o apoio do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que patrocinou os estudos, um grupo de
pesquisadores, incluindo a bióloga-botânica e empresária Cristiane Freitas Azevedo-Gonçalves da REPLANT.CON, avaliou a situação destas
plantas e constatou que elas reduzem a diversidade nas áreas onde ocorrem.
Também foram avaliados tratamentos para seu controle, tendo sido demonstrado
que os procedimentos mais eficientes são aqueles onde há remoção total das
samambaias em áreas ainda sombreadas pela vegetação arbórea.
Estes resultados
deram diretrizes que deverão ser utilizadas para tentar resolver este problema
e controlar estas plantas, que já ocupam mais de 400 hectares no Pati.
Cristiane F. Azevedo-Gonçalves
Nenhum comentário:
Postar um comentário