terça-feira, 22 de março de 2016

Projeto de pesquisa pioneiro ...com a Batata da Serra

              Em 2010 foi feito um estudo de Densidade Populacional, numero de estruturas reprodutivas e observações  ecológicas em Batata-da-serra  (IPOMOEA SP. NOV.) - atualmente Ipomea serrana, onde o Icmbio contratou um consultor (Bióloga,Botânica - Cristiane F. Azevedo-Gonçalves), da empresa Replant.con para acompanhar os trabalhos. 
        O financiamento do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) ajudou a concretização da pesquisa, que foi apresentada em um seminário em Brasília, na sede do Icmbio. 
         Os resultados ajudaram a determinar o padrão de crescimento da espécie, que era utilizada pelos garimpeiros como alimento.   
          Atualmente ha dois trabalhos em andamento de doutorado com esta espécie, muito utilizada como alimento e endêmica da Chapada Diamantina, Ba.                                                                                                                                                                             Cristiane F. Azevedo-Gonçalves


domingo, 20 de março de 2016

Pesquisa avançada no Vale do Pati para consultor com samambaias invasoras



             
              Um dos grandes problemas ambientais atuais é a disseminação de espécies invasoras, que ocupam o lugar de outras espécies e acabam por descaracterizar os ambientes. 
          Em geral, as espécies que agem como invasoras são exóticas, ou seja, não ocorrem naturalmente nas áreas que invadem. Há casos, porém, em que espécies que já ocorriam em uma dada área tornam-se invasoras dos ambientes vizinhos àqueles em que ocorriam. 
          No Vale do Pati, dentro dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PNCD), um conjunto de espécies de samambaias, da família botânica Gleicheniaceae, tomou conta de extensas áreas e começou a invadir e destruir áreas de floresta. O problema foi constatado em trabalhos de campo que estavam estudando os hábitos dos moradores locais. Eles mesmos indicaram que as “samambaias-de-caniço”, como são conhecidas as espécies, estavam se tornando uma praga. 
         Com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que patrocinou os estudos, um grupo de pesquisadores, incluindo a bióloga-botânica e empresária Cristiane Freitas Azevedo-Gonçalves da REPLANT.CON, avaliou a situação destas plantas e constatou que elas reduzem a diversidade nas áreas onde ocorrem. 
     Também foram avaliados tratamentos para seu controle, tendo sido demonstrado que os procedimentos mais eficientes são aqueles onde há remoção total das samambaias em áreas ainda sombreadas pela vegetação arbórea. 
          Estes resultados deram diretrizes que deverão ser utilizadas para tentar resolver este problema e controlar estas plantas, que já ocupam mais de 400 hectares no Pati.                               
                                         
                                    Cristiane F. Azevedo-Gonçalves

sábado, 5 de março de 2016

Consultoria socioambiental em comunidades de quilombolas na Chapada Diamantina

           Cadastramento e Levantamento Etnobotânico de comunidades fizeram parte de um trabalho de consultoria socioambiental realizado por uma das sócias da Replant.con. O estudo foi financiado pelo PNUD (Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e coordenado pelo ICMBio e abrangeu em áreas de comunidades tradicionais (com características de quilombolas) no Município de Andaraí, Chapada Diamantina. 
    
      Os levantamentos foram feitas em três comunidades (Garapa, Germano e Roncador), que estão inseridas no Parque Nacional da Chapada Diamantina.  
   
      A Etnobotânica foi enfocada, principalmente, nas mulheres, pois são elas que, normalmente, costumam a cuidar da roça, do jardim e da alimentação da família. 

     Uma das áreas da comunidade recebeu a presença do Jornalista José Raimundo, da Rede Globo, na apresentação de um Globo Repórter, tendo sido abordado o problema das comunidades residentes no Parque Nacional.  

     Um artigo científico sobre o tema está em fase de elaboração para publicação.  
                                        
                                                                                                         Cristiane F. Azevedo-Gonçalves
                                           (Bióloga-Botânica)                                                    

sexta-feira, 4 de março de 2016

Espécie invasiva na Chapada Diamantina

           

ReSUMO de um trabalho de consultoria ambiental finANCIADO PELO pnud (Programa das nações unidas para o desenvolvimento) E icmbIO (Instituto Chico mendes de conservação da biodiversidade).


 REGISTRO DA OCORRÊNCIA DE 

HYPOCHAERIS CHILLENSIS (ASTERACEAE) 

E UMA ANÁLISE DO POTENCIAL INVASIVO DA 

ESPÉCIE NA CHAPADA DIAMANTINA, BAHIA



O presente trabalho identifica a presença de Hypochaeris chillensis na região da Chapada Diamantina – Estado da Bahia (Brasil), sendo o primeiro registro desta espécie para este Estado. Utilizando os dados desta coleta e informações sobre a ocorrência e a distribuição de H. chillensis na América do Sul, foi construído um modelo de distribuição desta espécie, utilizando o programa Maxent. O modelo apresentou área sob a curva (Area under the Receiver-Operator Curve – AUC) = 0,965 e adequabilidade (suitability) = 0,221. Para a região da Chapada Diamantina, incluindo o Parque Nacional homônimo, os valores de adequabilidade variaram de 0,24 a 0,37. Os resultados ampliam a distribuição conhecida da espécie no Brasil em cerca de 580 km ao norte dos registros anteriores. A adequabilidade ambiental encontrada mostra que H. chillensis tem potencial para agir como espécie invasora na região, embora a área do Parque Nacional da Chapada Diamantina fique em uma posição geográfica que não favorece a dispersão de suas sementes anemocóricas e possua solos litólicos que não são favoráveis à sua ocorrência.

Cristiane F. Azevêdo-Gonçalves
(Biológa - Botanica)